O amor precisa ser cultivado


O amor precisa ser cultivado
Precisa crescer
Ele tem que se tornar grande
Precisa ser forte

O amor precisa ser cultivado
Precisa ter paciência
E enfrentar com coragem
As tempestades de incompreensão

O amor precisa ser cultivado
E se tornar único

Precisa viver e errar
Aprender, corrigir e acertar
Precisa muito aceitar

O amor precisa ser cultivado
Precisa de luz, de sol

Precisa se mostrar, aparecer
Nos gestos, no toque, no som
No corpo e no olhar

O amor precisa ser cultivado
Precisa de voz, de silêncio

Precisa de alegria e solidão
Respeito mútuo

Precisa confiar, se deixar levar
Precisa de sonhos
Emoção

O amor precisa ser cultivado
Precisa ter esperança
Ser engraçado, fazer sorrir
E precisa chorar junto

O amor precisa ser cultivado
Precisa de música
Precisa dançar

Precisa ser maior do que tudo
E cúmplice da amizade
Precisa ser profundo
Não pode ser sozinho
Tem que ser leve

O amor precisa ser cultivado
Precisa de abrigo
Companheirismo
Fidelidade

Precisa caminhar na chuva
Passear no sol
Olhar estrelas
Ser o próprio céu

O amor precisa ser cultivado
Olhar nos olhos
Segurar na mão

Precisa abraçar
Retribuir amor
Se doar

O amor precisa ser cultivado
Precisa nascer, ter fé
Ser maior do que nós
Precisa de você, precisa de mim

Precisa do próprio amor
Precisa amar.

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Maurício Martins

É necessário estar sempre bêbado. Tudo se reduz a isso; eis o único problema. Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo, que vos abate e vos faz pender para a terra, é preciso que vos embriagueis sem cessar. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha. Contanto que vos embriagueis. E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio, hão de vos responder: É hora de se embriagar! Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas! De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha. (Baudelaire)

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